segunda-feira, dezembro 13

Year.

Não quero voltar, não mesmo.
Mas o que fazer com a saudade de coisas que eu não dava valor? Pessoas que eu amo, lugares em que me deixava ficar.
De fronte a possibilidade do novo, tudo isso parecia tão pequeno, tão fácil de se soltar. Na verdade eu nem as sentia presas em minhas mãos.
Valeu a pena, ah, valeu. Tinha que ser feito, aplicar a lei da troca equivalente. "Pra se ganha algo deve se sacrificar algo de igual valor." Algo errado, eu me sentia tão bem, parecia que a balança estava totalmente pendida pro meu lado.
Algumas lágrimas, há, algumas. Prefiro deixar essa frase guardada pra mim, uma das poucas coisas que não digo nem indiretamente, mas estava tudo bem, estava. Agora a turvidão sumiu, meu olhar se foca pra trás. Não que sejaarrependimento, não que eu quisesse desfazer, apenas dói.
Vou continuar, com tantas coisas pra viver, não é o passado que vai me afetar, mas no meu peito as coisas mudaram.
A cidade que me causa repulsa, meu inferno, é onde eu queria estar.
Detalhes negros que eu desprezava, agora me mantém viva, me fazem querer enfrentar tudo, são minha prioridade.
Eles nem imaginam, apesar de terem mudado tanto, não fazem ideia do que foram pra mim, do que são.
Um ano depois e eu presa a uma maldita terra. Posso contar nos dedos o que me prende, mas não posso contar o quanto o quanto há de falta. Apenas sentir. Sentir e pedir pra algo qualquer que eu acredite na hora: Bring it back tonight.
Ah, se eu pudesse oscilar entre o que o inferno e o paraíso, trocar seus significados sempre que precisasse, eu quebraria a lei,eu teria o mundo.
Eu só desejo e só fica no desejo: Keep it and bring it back tonight.

Para 13 de dezembro de dois mil e dez.
1 ano.

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