Com um pedaço de morte entre os dedos
Assustada novamente em minha própria cama.
Já não sei se me entrego à esse pesadelo de sabado a tarde ou se escrevo algo consistente.
Uma pausa para o tormento, logo agora que minha musica favorita começa a tocar no rádio.
Preciso ajoelhar. Não pelos pecados, mas por necessidade. Meu corpo não é culpado, tento me convencer.
Tiro esse gosto de falta de opção da boca, não sai, não me agrada mais.
Parece que minha determinação surtiu efeito no momento, mas vou me render as marcas de um estranho prazer, daqui a pouco.
Estou tão paciente e despreocupada, consigo puxar uma pontinha dos dias melhores que ainda não presenciei.
Meu erro foi achar que meus poucos dias de erratidão tinham se tornado dias de inspiração, aqueles típicos transtornardos que fazem surgir coisas interessantes no papel.
Tenho que aplicar um pouco de controle por aqui, mas nada que me modifique, só o suficiente para não acabar idolatrando uma escrivaninha em uma sala escura.
O dia não dura muito mesmo, consigo me manter até que volte ao meu mundo alterado de sempre.
O engraçado é que quando estou por aí, todos notam-me em outro lugar e quando estou aqui, lutando pra continuar pisando no mundo de linhas e tocando as paredes, agem como se eu nunca tivesse sido tão eu mesma.
Se sempre me enxergassem como essa pessoa que eu raramente tenho contato, tudo bem, qualquer pessoa paciente e bem paga poderia me moldar e fazê-los mudar de ideia.
Não é assim, porém. Me vêem as avessas.É uma experiência interessante, mas o que faço nesses dias em que busco algo além das letras?
Bem, não vou cair no clichê de procurar uma resposta, nem tentar mudar isso hoje, talvez alguém faça isso sem que eu me dê conta, não importa.
Porque em mim, o corriqueiro 80 é mais presente e dominante do que o 8 que estou sentindo.
Sentir e escrever... Desse modo tb é interessante. Apesar de, a primeira vista, ter pensado em não publicar. Mas fazendo assim é mais puro do que escrevendo, pensando e riscando. Assim, quem quiser pode ler o que realmente fatou.
sábado, outubro 17
quinta-feira, outubro 8
Estou no meio de todas as coisas que sempre quis.
As expectativas não são mais como antes, não são mais anseios, planos detalhados.
Agora são a respeito daquilo que ainda não sei se vai acontecer.
São curtas, intensas. O tempo pra escolhas foi drásticamente diminuído.
Ou talvez eu que esteja decidindo tudo num ritmo rápido demais.
Queria viver nessa roda pra sempre, onde você pode aproveitar toda a paisagem, mesmo girando.
Eu nunca acreditei que tudo que é bom acaba rápido, porque existem tantas coisas boas, inesgotáveis.
O problema é que tudo muda e você já não sabe mais a forma que as coisas boas têm.
Não digo que é necessario aprender a distinguir o bem e o mal, mas sim as coisas que te fazem bem.
Damn, ninguém percebe que isso é só uma definição ridícula que está em nossas mentes.
O que eu tento é, achar algo que me faça sentir plena.
E acredite, isso é bem mais difícil do que separar o bem e o mal, mesmo que seja utilizando meus critérios.
A solução parecia ser não ligar para o que os outros dizem sobre você, mas eu sempre soube que não era assim.
Preciso deles pra conseguir me achar, querendo ou não, essas opiniões me levam por onde eu quero andar.
Não que eu busque chegar em algum lugar, a graça é o caminho.
É engraçado observar as pessoas que também estão ali, notar o quanto elas olham ao redor.
Foi assim que percebi que eu era capaz de achar tantas coisas boas, foi seguindo o maldito exemplo da sociedade.
No inicio me condenei. Pensei que não estava fazendo nada de novo, muitas pessoas também enxergam o mundo de uma maneira diferente, se importam com coisas diferentes e são felizes assim.
Mas aí eu percebi que eu também não me encaixava nisso, não mesmo. Mesmo que todos dissessem que essa categoria de bizarrice inocente já existia.
Eu não vejo conteúdo em coisas aparentemente vazias, nem imponho pontos de vista que não combinam com minha capacidade.
Talvez eu veja, quem enxerga de fora pensa exatamente isso hahaha, mas não é, eu afirmo que é diferente. E eu não iria dizer isso se realmente não fosse, não gosto de brincar de dizer sobre sentimentos que à mim são indefinidos.
Eu procuro esquecer totalmente pra que tudo serve, assim eu posso moldar os objetos, as cores e os fatos ao meu gosto.
Não me importa se dizem q não se pode usar isso desse jeito, eu só os escuto porque posso tirar novas ideias daqueles "modos de preparo" q insistem em tentar usar em mim. Tolos.
É tão mais divertido assim, como se eu tivesse um macete, que posso usar a qualquer hora.
Posso trazer o nada pra perto de mim à hora que eu quiser, o meu molde que se torna tudo.
Me traz consequências, me traz dor? Claro que sim, se eu quiser sentir tudo isso, sentirei. E não é uma coisa má, porque coisas más não existem.
O que existe é a minha visão.
Pareceu um texto falado. Eu me expresso melhor escrevendo do que falando, mas esse jeito de ver as coisas está mudando até isso, misturando minhas formas de comunicação, criando algo novo. Espero nunca ter a necessidade de mudar esse molde, nunca.
As expectativas não são mais como antes, não são mais anseios, planos detalhados.
Agora são a respeito daquilo que ainda não sei se vai acontecer.
São curtas, intensas. O tempo pra escolhas foi drásticamente diminuído.
Ou talvez eu que esteja decidindo tudo num ritmo rápido demais.
Queria viver nessa roda pra sempre, onde você pode aproveitar toda a paisagem, mesmo girando.
Eu nunca acreditei que tudo que é bom acaba rápido, porque existem tantas coisas boas, inesgotáveis.
O problema é que tudo muda e você já não sabe mais a forma que as coisas boas têm.
Não digo que é necessario aprender a distinguir o bem e o mal, mas sim as coisas que te fazem bem.
Damn, ninguém percebe que isso é só uma definição ridícula que está em nossas mentes.
O que eu tento é, achar algo que me faça sentir plena.
E acredite, isso é bem mais difícil do que separar o bem e o mal, mesmo que seja utilizando meus critérios.
A solução parecia ser não ligar para o que os outros dizem sobre você, mas eu sempre soube que não era assim.
Preciso deles pra conseguir me achar, querendo ou não, essas opiniões me levam por onde eu quero andar.
Não que eu busque chegar em algum lugar, a graça é o caminho.
É engraçado observar as pessoas que também estão ali, notar o quanto elas olham ao redor.
Foi assim que percebi que eu era capaz de achar tantas coisas boas, foi seguindo o maldito exemplo da sociedade.
No inicio me condenei. Pensei que não estava fazendo nada de novo, muitas pessoas também enxergam o mundo de uma maneira diferente, se importam com coisas diferentes e são felizes assim.
Mas aí eu percebi que eu também não me encaixava nisso, não mesmo. Mesmo que todos dissessem que essa categoria de bizarrice inocente já existia.
Eu não vejo conteúdo em coisas aparentemente vazias, nem imponho pontos de vista que não combinam com minha capacidade.
Talvez eu veja, quem enxerga de fora pensa exatamente isso hahaha, mas não é, eu afirmo que é diferente. E eu não iria dizer isso se realmente não fosse, não gosto de brincar de dizer sobre sentimentos que à mim são indefinidos.
Eu procuro esquecer totalmente pra que tudo serve, assim eu posso moldar os objetos, as cores e os fatos ao meu gosto.
Não me importa se dizem q não se pode usar isso desse jeito, eu só os escuto porque posso tirar novas ideias daqueles "modos de preparo" q insistem em tentar usar em mim. Tolos.
É tão mais divertido assim, como se eu tivesse um macete, que posso usar a qualquer hora.
Posso trazer o nada pra perto de mim à hora que eu quiser, o meu molde que se torna tudo.
Me traz consequências, me traz dor? Claro que sim, se eu quiser sentir tudo isso, sentirei. E não é uma coisa má, porque coisas más não existem.
O que existe é a minha visão.
Pareceu um texto falado. Eu me expresso melhor escrevendo do que falando, mas esse jeito de ver as coisas está mudando até isso, misturando minhas formas de comunicação, criando algo novo. Espero nunca ter a necessidade de mudar esse molde, nunca.
Assinar:
Postagens (Atom)
