segunda-feira, dezembro 13

Year.

Não quero voltar, não mesmo.
Mas o que fazer com a saudade de coisas que eu não dava valor? Pessoas que eu amo, lugares em que me deixava ficar.
De fronte a possibilidade do novo, tudo isso parecia tão pequeno, tão fácil de se soltar. Na verdade eu nem as sentia presas em minhas mãos.
Valeu a pena, ah, valeu. Tinha que ser feito, aplicar a lei da troca equivalente. "Pra se ganha algo deve se sacrificar algo de igual valor." Algo errado, eu me sentia tão bem, parecia que a balança estava totalmente pendida pro meu lado.
Algumas lágrimas, há, algumas. Prefiro deixar essa frase guardada pra mim, uma das poucas coisas que não digo nem indiretamente, mas estava tudo bem, estava. Agora a turvidão sumiu, meu olhar se foca pra trás. Não que sejaarrependimento, não que eu quisesse desfazer, apenas dói.
Vou continuar, com tantas coisas pra viver, não é o passado que vai me afetar, mas no meu peito as coisas mudaram.
A cidade que me causa repulsa, meu inferno, é onde eu queria estar.
Detalhes negros que eu desprezava, agora me mantém viva, me fazem querer enfrentar tudo, são minha prioridade.
Eles nem imaginam, apesar de terem mudado tanto, não fazem ideia do que foram pra mim, do que são.
Um ano depois e eu presa a uma maldita terra. Posso contar nos dedos o que me prende, mas não posso contar o quanto o quanto há de falta. Apenas sentir. Sentir e pedir pra algo qualquer que eu acredite na hora: Bring it back tonight.
Ah, se eu pudesse oscilar entre o que o inferno e o paraíso, trocar seus significados sempre que precisasse, eu quebraria a lei,eu teria o mundo.
Eu só desejo e só fica no desejo: Keep it and bring it back tonight.

Para 13 de dezembro de dois mil e dez.
1 ano.

quarta-feira, dezembro 30

Yagami

Precisava acender a luz pra achar uma caneta, mas tive alguma espécie de medo. Tateie no escuro.

Me entristece a homofobia da minha mãe, mas não dói.

Me sinto sozinha quando ela me troca por rostos sem vozes, mas não dói.

Me enxergo sobressalente quando ela grita que eu não ando na linha das expectativas dela, mas não dói.

Ela nunca vai saber o que me despedaça, ela não quer ver o assunto proibido. Porque o meu amor é uma doença, ela vai rezar.

Não importam julgamentos, nem quantas proibições existirem. Eu não os aplico em você, eu te digo pra viver longe deles... Também não funcionarão comigo.

Você pode me ferir sempre,

Me botar pra baixo quando eu achar que fiz tudo certo.

Eu me aquieto, só.

Mas e dai? Você não vai perder muita coisa mesmo, minhas palavras não te importam mais, você não as ouve, só vê o movimento dos meus lábios, em vão. é por eles que eu sou julgada. Foda-se como eu me esforço, o que importa é por onde eles querem passar, não é?

Não é uma ideologia, não é uma fase.

É amor, mamãe. É algo grande, incontrolável. É o que eu sinto e é nobre, tão nobre quanto seus príncipes.

Não vou me desculpar por não seguir o roteiro dos seus sonhos. Você me disse que não devemos nos preocupar com o que os outros pensam, você sempre condenou as pessoas preconceituosas ao seu redor. É triste, mãe. Condenar um tipo de preconceito não te faz apta a exercer outro.

É triste não poder compartilhar minha vida com você

É triste te ouvir dizer que não me ama. Porque quando você diz que eu tenho a obrigação de mudar o que eu sou, é isso que eu ouço. Você preferia outra pessoa no meu lugar.

Mas não dói.

Você não vai me sufocar, acredite mamãe. Não ligo pras suas promessas de fazer da minha vida um inferno.

Porque a única coisa que me quebra é a saudade.

O que me despedaça é a falta que sinto dela.

E toda noite que eu me lembrar dos últimos momentos que passei com ela, eu vou chorar.

É só por ela que o meu mundo cai.

sábado, outubro 17

Com um pedaço de morte entre os dedos
Assustada novamente em minha própria cama.
Já não sei se me entrego à esse pesadelo de sabado a tarde ou se escrevo algo consistente.
Uma pausa para o tormento, logo agora que minha musica favorita começa a tocar no rádio.
Preciso ajoelhar. Não pelos pecados, mas por necessidade. Meu corpo não é culpado, tento me convencer.
Tiro esse gosto de falta de opção da boca, não sai, não me agrada mais.
Parece que minha determinação surtiu efeito no momento, mas vou me render as marcas de um estranho prazer, daqui a pouco.
Estou tão paciente e despreocupada, consigo puxar uma pontinha dos dias melhores que ainda não presenciei.
Meu erro foi achar que meus poucos dias de erratidão tinham se tornado dias de inspiração, aqueles típicos transtornardos que fazem surgir coisas interessantes no papel.
Tenho que aplicar um pouco de controle por aqui, mas nada que me modifique, só o suficiente para não acabar idolatrando uma escrivaninha em uma sala escura.
O dia não dura muito mesmo, consigo me manter até que volte ao meu mundo alterado de sempre.
O engraçado é que quando estou por aí, todos notam-me em outro lugar e quando estou aqui, lutando pra continuar pisando no mundo de linhas e tocando as paredes, agem como se eu nunca tivesse sido tão eu mesma.
Se sempre me enxergassem como essa pessoa que eu raramente tenho contato, tudo bem, qualquer pessoa paciente e bem paga poderia me moldar e fazê-los mudar de ideia.
Não é assim, porém. Me vêem as avessas.É uma experiência interessante, mas o que faço nesses dias em que busco algo além das letras?
Bem, não vou cair no clichê de procurar uma resposta, nem tentar mudar isso hoje, talvez alguém faça isso sem que eu me dê conta, não importa.
Porque em mim, o corriqueiro 80 é mais presente e dominante do que o 8 que estou sentindo.


Sentir e escrever... Desse modo tb é interessante. Apesar de, a primeira vista, ter pensado em não publicar. Mas fazendo assim é mais puro do que escrevendo, pensando e riscando. Assim, quem quiser pode ler o que realmente fatou.

quinta-feira, outubro 8

Estou no meio de todas as coisas que sempre quis.
As expectativas não são mais como antes, não são mais anseios, planos detalhados.
Agora são a respeito daquilo que ainda não sei se vai acontecer.
São curtas, intensas. O tempo pra escolhas foi drásticamente diminuído.
Ou talvez eu que esteja decidindo tudo num ritmo rápido demais.
Queria viver nessa roda pra sempre, onde você pode aproveitar toda a paisagem, mesmo girando.
Eu nunca acreditei que tudo que é bom acaba rápido, porque existem tantas coisas boas, inesgotáveis.
O problema é que tudo muda e você já não sabe mais a forma que as coisas boas têm.
Não digo que é necessario aprender a distinguir o bem e o mal, mas sim as coisas que te fazem bem.
Damn, ninguém percebe que isso é só uma definição ridícula que está em nossas mentes.
O que eu tento é, achar algo que me faça sentir plena.
E acredite, isso é bem mais difícil do que separar o bem e o mal, mesmo que seja utilizando meus critérios.
A solução parecia ser não ligar para o que os outros dizem sobre você, mas eu sempre soube que não era assim.
Preciso deles pra conseguir me achar, querendo ou não, essas opiniões me levam por onde eu quero andar.
Não que eu busque chegar em algum lugar, a graça é o caminho.
É engraçado observar as pessoas que também estão ali, notar o quanto elas olham ao redor.
Foi assim que percebi que eu era capaz de achar tantas coisas boas, foi seguindo o maldito exemplo da sociedade.
No inicio me condenei. Pensei que não estava fazendo nada de novo, muitas pessoas também enxergam o mundo de uma maneira diferente, se importam com coisas diferentes e são felizes assim.
Mas aí eu percebi que eu também não me encaixava nisso, não mesmo. Mesmo que todos dissessem que essa categoria de bizarrice inocente já existia.
Eu não vejo conteúdo em coisas aparentemente vazias, nem imponho pontos de vista que não combinam com minha capacidade.
Talvez eu veja, quem enxerga de fora pensa exatamente isso hahaha, mas não é, eu afirmo que é diferente. E eu não iria dizer isso se realmente não fosse, não gosto de brincar de dizer sobre sentimentos que à mim são indefinidos.
Eu procuro esquecer totalmente pra que tudo serve, assim eu posso moldar os objetos, as cores e os fatos ao meu gosto.
Não me importa se dizem q não se pode usar isso desse jeito, eu só os escuto porque posso tirar novas ideias daqueles "modos de preparo" q insistem em tentar usar em mim. Tolos.
É tão mais divertido assim, como se eu tivesse um macete, que posso usar a qualquer hora.
Posso trazer o nada pra perto de mim à hora que eu quiser, o meu molde que se torna tudo.
Me traz consequências, me traz dor? Claro que sim, se eu quiser sentir tudo isso, sentirei. E não é uma coisa má, porque coisas más não existem.
O que existe é a minha visão.


Pareceu um texto falado. Eu me expresso melhor escrevendo do que falando, mas esse jeito de ver as coisas está mudando até isso, misturando minhas formas de comunicação, criando algo novo. Espero nunca ter a necessidade de mudar esse molde, nunca.

sábado, setembro 26

Perdendo tudo a minha volta, de um jeito diferente do que eu planejei
Descobrindo que as pessoas são treinadas para esquecer
Mais treinadas do que você possa imaginar.
Cold Heartbreakers se formam aqui, se definem em diferentes opções, mas o final é sempre o mesmo.
Notando que não se pode saber, apenas arriscar. Depositar sua confiança e esperar.
Não, e não esperar. Não espere nada, nunca.
Assim me sou no momento, um espaço de tempo que vai permanecer, até que mudem o que vaga pela minha mente.
Não compreendem como posso me sentir bem por simplesmente olhar o nada. Eu o olho sem esperar, não quero prever nenhum movimento, não quero sentir nada incrível, pois é exatamente isso que eu sinto ao observar as coisas desse jeito.

E é assim que vou continuar, mesmo que não tentem me fazer importante, é assim mesmo que vai ser.
Eu aqui, enxergando as coisas conforme se mostrarem em mim, à mim.


O que eu planejei, agora acontecendo...Não sabia q ia ser assim, tudo tão frio...Em breve serão apenas páginas desse blog, mando um simples "nemligo" e as coisas se desenrolam...

quinta-feira, junho 25

Não quero olhar pro lado, o vazio me assusta
Estar sozinha não afeta tanto, me acostumo aos poucos
Sua falta, bem, não sou tão egoísta a ponto de te querer aqui apenas para me fazer sorrir.
Talvez seja.
Eu deveria olhar à frente e traçar meu futuro sem graça,
mas não dá pra deixar de pensar que você poderia mudar isso.
Enquanto você se perde, eu tento fechar minha mente
Porque mesmo que eu não veja, eu sei
Eu sei o que se passa e eu me preocupo, damn, tudo que eu quero é me livrar disso, te vendo livre
Eu poderia seguir o seu caminho, frequentar a sua vida
mas eu não suportaria assistir o seu fim.
Você não liga, você pensa que ninguém se importa
E eu tenho medo de gritar o contrário.
Não quero saber se é tarde demais
não quero saber se minhas palavras te afetam, não vou te oferecer meu ombro.
Não faço questão de retribuir seu abraço, mas eu devo tentar.
De tudo que está se revirando na minha mente, essa é a única conclusão que eu posso tirar, que eu posso por em um plano real
Desvie seus olhos, então eu encobrirei tudo aquilo que te puxa para o fundo.



Eu nunca me importei com
as merdas q os outros faziam, nem com o quanto eles se fudiam. Não sei o que me levou a pensar diferente dessa vez.
Eu neguei a mim mesma por todo o tempo que consegui,
eu quis acreditar que ia passar, que era algo impossível;
É algo impossível.
Essa confirmação não me convence, não me faz tentar me afastar.
Sempre me pego olhando em volta, procurando por alguém que deve ser uma ilusão,
única explicação possível.
Alguem q me passa bons momentos, me faz sorrir, que eu sinto estar proximo.
Então eu me viro, acho uma forma de me decifrar, mas você não está mais lá,
como uma curta miragem, você some.
Eu escolhi continuar, mesmo percebendo que seu sentimento vai me ser vetado,
mesmo sabendo que você vai achar divertido eu me preocupar com cada gesto e palavra,
porque você conhece o meu sorriso, mesmo que eu tente me esconder e me calar, você vai notar e a partir daí, esse pensamento de te ter vai fazer de tudo pra deixar minha mente,
mas não vai dar certo, eu sei...
porque você está aqui comigo, esse é meu desejo.


Bem recente esse, melhor não comentar sobre um caminho q eu não deveria andar.